CIHDOTT

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Quem somos?


A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) é composta por:

Nathália Gonçalves – Enfermeira – Coordenadora
Frederico Lopes – Médico – Vice-coordenador – Captador de Córnea
Paulo Henrique Ferreira – Enfermeiro
Larissa Cordeiro – Enfermeira
Andrey Vial - Enfermeiro
Liliany Carvalho – Psicóloga – Secretária
Lucy Guedes – Assistente Social

Técnicos de Enfermagem Captadores de Córnea

Késia de Souza
João Matias de Oliveira
André Rocha
Cislene França


O que é CIHDOTT?
    É a Comissão Intra-Hospitalar de Doação e Órgãos e Tecidos para Transplantes. Os membros são responsáveis por todo o processo de doação de órgãos. Sempre que houver um paciente com provável morte encefálica, a CIHDOTT deverá ser acionada o mais breve possível para viabilizar o processo da possível doação.
A CIHDOTT tem como principal objetivo viabilizar a ampliação quantitativa e qualitativa no que se refere a doação de órgãos da Santa Casa de Caridade de Diamantina. A comissão também possui outros objetivos, como:
- Melhorar a organização e a agilidade do processo de doação de órgãos e tecidos;
- Identificar em tempo hábil potenciais doadores;
- Notificar à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) todos os potenciais doadores;
- Promover a Abordagem Familiar adequadamente;
- Melhorar a manutenção do potencial doador;
- Viabilizar de forma tranquila a captação de órgãos e tecidos que irá beneficiar pessoas que aguardam na fila de transplante de Minas Gerais;
- Sensibilizar através de educação continuada todos os colaboradores da Instituição e a comunidade para maior entendimento do processo de doação.


Quando agimos?
    A equipe da CIHDOTT entra em ação quando somos avisados, principalmente pelo Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e Pronto Atendimento (PA), de uma suspeita de morte encefálica ou óbitos de potenciais doadores (sem contraindicação).
    A Morte Encefálica (ME) é uma lesão cerebral irrecuperável em que o paciente não é mais capaz de controlar as suas funções vitais, como a respiração. A morte encefálica acontece em casos de traumatismo craniano grave, tumor cerebral, acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame cerebral. Ou seja, quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sanguínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderão ser doadas as córneas.
    Para que se tenha certeza da morte encefálica vários exames são realizados, e devem obrigatoriamente ser realizados por dois médicos diferentes, sendo um deles neurologista. Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador. Somente após esses procedimentos, a morte encefálica pode ser confirmada e iniciado o processo de doação.


Como funciona a Captação de Órgão e Tecidos?
    Após a confirmação da ME ou do óbito sem contraindicação de doação, a CIHDOTT então faz contato com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) para que eles tenham conhecimento da provável doação. A CIHDOTT também é responsável por informar a família da possibilidade de doação e questioná-los sobre esse desejo. Caso a resposta seja positiva, a CNCDO deverá receber as córneas, aqui retiradas, ou vir até a Instituição retirar os múltiplos órgãos doados. Esses órgãos serão levados a CNCDO de Belo Horizonte para serem direcionados aos receptores seguindo o cadastro da lista única, para que assim sejam realizados os transplantes, salvando então a vida daqueles que aguardam outra chance.


Dúvidas Frequentes sobre Doação de Órgãos:

1) Como posso me tornar um doador de órgãos?
    O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

2) Quais os requisitos para um falecido ser considerado doador?
Ter identificação e registro hospitalar;
Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
Não apresentar hipotermia (temperatura baixa), hipotensão arterial (pressão baixa) ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central (SNC);
Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante, sendo um deles neurologista.
Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;
Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.

3) Quero ser um doador de órgãos. O que posso doar?
Córneas;
Coração;
Pulmão;
Rins;
Fígado;
Pâncreas;
Ossos;
Medula;
Pele;
Valvas Cardíacas.

4) Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?
    Quando o potencial doador é reconhecido, a Central de Transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está esperando um órgão. A escolha do receptor será definida de acordo com a ordem da lista de espera que leva em consideração: a compatibilidade entre o doador e o receptor, o tempo de espera e a urgência.


5) Disseram-me que o corpo do doador depois da retirada dos órgãos fica todo deformado. Isso é verdade?
    É mentira. A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho. Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada. Para quem doa não faz diferença, mas para quem recebe sim!


6) Posso doar meus órgãos em vida?
    Sim. Também existe a doação de órgãos ainda vivo. O médico poderá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças anteriores. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para ao doador.


7) Para doar órgãos em vida é necessário:
Ser um cidadão juridicamente capaz;
Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando;
Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante;
Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.


8) Órgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
Um rim;
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
Fígado (apenas parte dele);
Pulmão (apenas parte dele).

9) O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?
    A lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº 10.211, de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Segundo a nova Lei, a retirada de órgãos/tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da família. Sendo assim, é muito importante que uma pessoa, que deseja após a sua morte, ser uma doadora de órgãos e tecidos comunique à sua família sobre o seu desejo, para que a mesma autorize a doação posteriormente.

10) Como pode ser identificado um doador de órgãos?
    As Centrais Estaduais de Transplante também têm um papel importante no processo de identificação/doação de órgãos. As atribuições das CNCDOs são, em linhas gerais: a inscrição e classificação de potenciais receptores; o recebimento de notificações de morte encefálica, o encaminhamento e providências quanto ao transporte dos órgãos e tecidos, notificação à Central Nacional dos órgãos não aproveitados no estado para o redirecionamento dos mesmos para outros estados, dentre outras. Cabe ao coordenador estadual determinar o encaminhamento e providenciar o transporte do receptor ideal, respeitando os critérios de classificação, exclusão e urgência de cada tipo de órgão que determinam a posição na lista de espera. O que é realizado com o auxílio de um sistema informatizado para o ranking dos receptores mais compatíveis.

Contato:
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Telefone: 3532.1300 – Ramal 1331

2011.
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